Algemados atrás do balcão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Poetas presos sem opção
algemados por um monstro,
quimeras de um emprego
Versos, estrofes e rimas
Vendidas a preço de custo
As custas de suas aspirações
e inspirações usurpadas.
Quem da mais por seus sonhos?
Quem da mais pela criação?
Quem da mais,
por este projeto de poeta?
Vendendo sorrisos amarelos.
Consumindo sua verve
Amarrando sua expressão.
E com tantos portanto são:
Versos ficados atrás do balcão.




Guilherme Diogo Rodrigues.

Foto de Vinicius Campos, retirada do site do Teatro Mágico.

"Tédio"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Repousado friamente em minhas costas
Como um velho doente moribundo,
Está o tédio em suspiros funestos.
Palavras são entoadas inteligíveis.
A mente alça um voo desesperado
E no calor da sala
O ventilador gira em pás
Impassivo no seu vórtice,
Em um eixo de outro mundo.
Guilherme Diogo Rodrigues.
Ps: Ericka moraes foi a primeira a ler e ajudou!

"Da beleza jovial!"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Ah! a beleza feminina,
Tantas vezes escondida
atrás de um olhar doce de menina!
Na menina que passa desapercebida
A beleza sutil, atrás do aparelho
Inocente, impensada
Leva um ar jovial, as vezes desajeitada
Beleza que não reflete no espelho.
Essa, só se reflete no olhar
Nas nuances de um leve piscar.

Guilherme Diogo Rodrigues.

Sob o manto estrelado
que brindava àquela noite inebriante,
Cheia de aventuras e desejos
Deitado sobre o concreto
Sonhei que sonhamos
O sonho mais profundo e verdadeiro
embriagado pelo calor da noite.
Ao toque da mais fina flor.
Contando e cantando às estrelas,
Ou será que elas nos cantavam?
Com as vozes dissonantes,
De uma clássica noite de verão!?
Aos pés das constelações,
inflamados à luz da volúpia
Brilhamos como a chama de um estrela
E até mesmo Órion em sua magnitude,
Sentiu vontade de sonhar e brilhar
...........................[num sonho assim!



Guilherme Diogo Rodrigues.




Simplesmente poesia!! O vídeo fala por si só!!

"Dualidade"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Eu quero a ânsia do poema nunca criado
A sede do beijo nunca antes roubado
As palavras do texto nunca antes escrito
A fome do ser nunca antes saciado
E ao mesmo tempo, quero o prato repetido
O poema interpretado, lido e reiterado.
Desejos de um reles humano e sua ilusão
Anseio o presente e o passado renovado.
Sempre uma pergunta, um ponto de interrogação.
Procuro a dualidade da entediante realidade!


Guilherme Diogo Rodrigues

"Da minha sala eu via o por do sol!"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Da minha sala eu via o por do sol.
Um sol despreocupado,
que sedia espaço ao raiar da lua
Brindava-nos com seus últimos raios.
No sol de hoje, vislumbrei
O sol do meu passado,
do meu presente e do meu futuro.
Com os olhos de uma criança,
que enxergava a eternidade.
Transformou o azul em laranja
Um laranja cheio de vida.
Tantas vezes desapercebido
O espetáculo do singelo e radiante sol,
na multidão da sala, conteve
apenas um humilde e benévolo
espectador, o simples rascunho de poeta.
Da minha sala eu não via o por do sol,
da minha sala eu via o lume da vida
que por raios de luz na minha janela,
tocavam a minha alma!


Guilherme Diogo Rodrigues.



"Apressa!"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Apressa o tempo
Apressa pra não perder o trem.
Apressa pra bater o ponto
Onde esta o seu rendimento?
Onde estão os seus números?
Perde-se o que importa
Não importa o sentimento!
Resta só o que interessa
Apressa o minuto, apressa
a hora, apressa o relógio.
Apressa a prece no fim do dia.
Apresse, mas não se expresse
E na pressa, ficam as chaves
a carteira e a sua calma
Perde-se a inocência e a pureza
Perde-se a alma
Tanto faz.Você apressou o suficiente
Sua produtividade subiu!
Meus sinceros parabéns!
Ah! se apresse pra não chegar atrasado
.....................[amanha!




Guilherme Diogo Rodrigues.

O artesão da palavra
que do poeta, é a escrava.
Ou será o oposto?
O amo que serve o criado?
E o faz com gosto!
Sendo a cria do que se cria
Sendo o amo daquilo que ama.
Retrata sentimento e nele é
.........................[Retratado
Versificado, transmutado.
Realinhado metricamente.
Por ele, poeticamente esculpido
É a releitura de uma obra inacabada.
Guilherme Diogo Rodrigues.

"O Segredo da borboleta!"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Qual o segredo daquela borboleta?
Com seu farfalhar em par.
Fugindo por entre a camiseta,
Estática, fitando o meu pensar!
Preta e branca e a furta cor.
Sussurrando o sutil desejo
Do toque marcado, um intenso calor
Para a borboleta, o leve beijo
Não adianta tentar e esmiuçar.
Solução não há, ao segredo,
Do borboletear que invadiu
.........................[o meu sonhar.


Guilherme Diogo Rodrigues.

"Um Quixote entediado."

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sonhos, aspirações e desejos
Transformados em ilusão
Sonhos de um Quixote
Alienados pela televisão
O poeta com seu moinho parado
Definhando, entediado
Sozinho com um rima pobre
Triste e fatigado.

Guilherme Diogo Rodrigues.

Duramente mortífero- Parabolandos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Galera, ontem assisti esse vídeo muito engraçado dos parabolandos e decide compartilha-lho com vocês.
Desconhecia a existência desse vídeo, quem me mostrou foi o Darlan(ex-tragado), um dos integrantes da troupe.
Apesar do termo que ele usou pra definir ,"estupidez no talo" (risos), vale muito a pena vocês assistirem.
Parabolandos filmes orgulhosamente apresenta : "DURAMENTE MORTÍFERO" um filme totalmente improvisado, com atores improvisados, uma camera improvisada, com um texto improvisado.De RAFA MARCONDES e DARLAN FILÉ JÚNIORCom RAFA MARCONDES e DARLAN FILÉ JÚNIOR
Troupe Parabolandos
A Arte Absurda

"Um palhaço triste!"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um palhaço triste, enxergava seu mundo
por um caleidoscopio em preto e branco.
Com sua maquiagem já sem cor
Um saltimbanco sem sua troupe
Enxergando a realidade de um espetáculo
...................................... [sem valor.
Almejando o voo do malabarista
Sonhando com a voz do apresentador
E o abra-cadabra do mágico artista.
Vive num circo apático, sem amor
Queria de volta a sua luz, à sua cor,
Quer o aplauso e o publico à sua vista.


Guilherme Diogo Rodrigues.