Mostrando postagens com marcador Poesia.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia.. Mostrar todas as postagens

Notas que ainda vertem

segunda-feira, 9 de maio de 2011
Senti falta das liras que sempre soaram no meu céu
Àquelas que sempre vinham me alegrar
Como chuvas de verão.
Ao dedilhar de novas cordas,
Sempre reverberando novas notas
Novos versos.
A novidade da repetição,
Que me encantara naquele tempo
Que foi o jorrar da inspiração.
Hoje, ainda pingam algumas gotas,
São contas de esperança,
que ainda vertem do meu cantar.

Guilherme Diogo Rodrigues

Sem distinção

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Não havia Raça
Não havia Crença
Nem Credo
Nem os Ricos e,
Tampouco os Pobres
Só houve as Gotas
E a Chuva
E a Terra
Tudo a Arrastar
Ouviu-se o Barulho
E então o Calar. 

Guilherme Diogo Rodrigues 

A menina dos meus olhos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sonhei com a menina dos meus olhos
Ela dormia à beira do mar.
As lágrimas de Hera sempre a lhe iluminar.
E a natureza a seus pés se curvando.
Ao mero toque dos teus lábios
Nada mais pareceu sem par.
Materializou-se o meu sol.
Ela uniu tudo que já vivi
Ela é a minha vida passada
E o meu futuro idealizado,
e me deu o seu presente!
Existiu para que eu pudesse ama-la.
Ah! Bela menina, me faz dormir para contigo seguir
E nunca mais acordar do mais belo pensar!

Para Ericka Moraes

Por Guilherme Diogo Rodrigues  

Carta ao autor

segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Como me doí ver a folha em branco,
O cursor a piscar e a caneta parada.
Escrevo isto como pedido
escrevo a ti, autor de outrora,
Sou sua velha conhecida.
A sua suplica por voz, vez por outra,
Tão calada e reprimida.
ando magoada contigo,
Esqueceu-me no seu abraço
Sufocou-me.
Levou o meu eu-lírico
Tomou a minha verdade,
No simples verso mal escrito.


Guilherme Diogo Rodrigues

"Sonhos Fugitivos"

domingo, 14 de novembro de 2010
Os poemas andam tão raros,
Ficam perdidos em palavras.
Tanta e tantas sem sentido.
Escritas com o sangue
As custas de uma verve reprimida.
Mas, algumas vezes,
Aproveitam-se da distração do poeta.
Despertam ao adormecer,
Aparecem como sonhos fugitivos.
Escapando por entre as brechas
Por entre as garras da mente.


Guilherme Diogo Rodrigues

Abraço azul

quinta-feira, 23 de setembro de 2010
/
//
Afago a face azul
deitado sobre suas aguas.
Nessa calmaria desesperada
apresso meus braços a nadar
contra a correnteza
que teima em sufocar
a prece do meu ultimo suspiro. 
As lágrimas já me fogem, 
confundem-se com o oceano salgado,
parecem estrelas de sal a brilhar.
E mesmo sabendo do final, 
mesmo temendo me afogar.
O que eu mais queria era flutuar
ou simplesmente  mergulhar 
na imensidão desse mar. 


Guilherme Diogo Rodrigues 

Manada no ferro da navalha.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010


O sobe e desce da manada oprimida.
Sempre nas regras da alienação,
Ruminam seus sapos diários.
Castigada e reprimida
Degrau por degrau caem ao chão
Sobre o sangue dos salários.
Andam na linha da estrada,
No fio da navalha
Abrindo peito a quem se bate
Seguindo o rumo do abate


Guilherme Diogo Rodrigues 

Vis refeições.

terça-feira, 14 de setembro de 2010
No café da manha, sorvi pecados requentados
acompanhados de pães e crimes rechaçados.
Almocei verduras cultivadas
Num pé de avaras mal lavadas.
No lanche da tarde, a refeição
Era o egoísmo da minha satisfação
O jantar fora servido: Um assado
ao molho de minhas maldades do passado.
No final do banquete, gozei à sobremesa,
uma prazer vil, cheio de fraquezas.


Guilherme Diogo Rodrigues.

Palhaços no horário nobre

sábado, 4 de setembro de 2010

Sorriam, eleitores, façam suas apostas!
Deu-se inicio o espetaculo dos palhaços
Rindo de ti em espaço nobre.
Usando as mascaras de bom moço

Aqui vão as seguintes propostas:
Prometemos ser corruptos e fracos,
Os mesmo de sempre, de caráter pobre.
Enfiando mandato insosso.

Sejamos todas as graças,
Riam-se todos, pois no final
Sejam bons ou sejam maus,
Nessa velha piada, já sabemos o final.

Guilherme Diogo Rodrigues 

Prurido poético.

terça-feira, 31 de agosto de 2010
Invado este universo
Pisando em ovos,
com medo de revelar
Meus líricos pecados
De mera abstração
Cheia de signos
sobrepondo significante.
Um prurido mórbido
Recalcado no código verbal.
Uma mera manifestação
Excêntrica da língua.  
Sujeito à morte
E a morte do sujeito.


Guilherme Diogo Rodrigues. 

"A minha luz na escuridão"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Andei muito tempo pelo escuro,
Sob o assombro do dia guardado na noite.
Calada noite, que parecia nunca amanhecer.
Que me sedava,
Que fatigava
E me fatiava
Pedacinho por pedacinho.
A única parte que me manteve inteiro
Foi aquele Todo que encontrei
No poço da tua fonte,
Banhando-me das tuas águas
Me lavei com o teu brilho
E esquentou-me o teu amor!
E a luz à minha vida tornou.

Para Ericka Moraes.

Guilherme Diogo Rodrigues.

O assobio do vento!

terça-feira, 17 de agosto de 2010
A noite na praça, dava pra ouvir
o burburinho da cidade, os passantes seguindo
apressados, saindo dos serviços
Buzinando nos carros.
Correndo calados,
Nem percebiam a lua que lhes sorria
estrela que por eles chamava
cadenciando um triste brilho.
A única coisa que não se ouvia
Era o vento
Queria tanto ouvir esse assobio!
Do vento que me afagava,
Parente velho de lábios rachados.


Guilherme Diogo Rodrigues.

Egoísmo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010
/
/
Toda manhã
Vejo um monstro
no espelho
Senhorio
de um inquilino
De "Mim" Tu e Eles
Tudo no eu
da primeira
pessoa.
A singular
Ferida
Que eu nego.
Comprime
A alma
e apaga centelha


Guilherme Diogo Rodrigues

Camarada d'água aperriado.

terça-feira, 3 de agosto de 2010
"Quando a hora parecer muito longa
E a alegria abandonar os minutos sórdidos da madrugada.
Não se aperreie Camarada d'água,
Lembre-se que a tempestade que nos atingem
Também lava a nossa alma,
escorrendo enxurrada no meio fio como lagrima pela face.
E mais uma vez brilhando aí está, pra quem quiser olhar.
Aquele, à cravar no teu peito a estrela do norte
Que a noite entregou."

Guilherme Diogo Rodrigues.

Baseado na canção do Teatro Mágico - CAMARADA D'ÁGUA.
Viva à todos os "Camaradas d'àgua".

De quadro enquadro!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sentado ao muro da biblioteca,
Lia um livro de um retrato.
Mas, (des)Atento, vira um retrato diferente
Havia um olhar mecanizado,
Aquele por cima dos ombros.
De dentro dos carros,
Nos elevadores,
Postes e à cada esquina.
Os olhares mais vigiados,
Condenados até que um olho mágico
Prove a nossa culpa.
Roubando privacidade,
Sentenciando liberdade.
Enquanto isso, seguimos pintados
Neste quadro enquadro
Da era dos “Big Brothers”


Guilherme Diogo Rodrigues.

O nascimento de um poeta!

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Contidos neste grande circo de lona fria e de tonalidade acinzentada, encenamos todos os mágicos da nossa existência, enganando ilusão, transformando realidade ou tirando soluções de uma cartola empoeirada. Algumas vezes somos os palhaços, rindo ou chorando da comédia da vida. Os mesmo que outrora atiraram facas e que se deixaram acertar-se a si próprio.
Mas em certas ocasiões, num raro momento, um fio de luz colorido adentra por uma pequena fresta. Quando essa pequena gota de tinta cai sobre o pano e atinge um piscar, uma alma antes contida no mágico, palhaço ou atirador de facas, faz-se liberta e mais uma vez essa porta se abre. Surgi um personagem plural, sendo todos em um, carregando consigo o dom do olhar, simples, mas de dentro para fora.
Aquele que um dia fará mágica e também atirará as facas, sempre brincando de colorir a velha lona cinza, fazendo nascer, uma vez mais, à essência plural e o poeta que vai tudo recomeçar.

 
Guilherme Diogo Rodrigues.

"Segredo de travesseiro"

quinta-feira, 22 de julho de 2010
A volúpia que os tomou
Permanece no ar,
Envolta em atmosfera quente.
O rubor de suas maçãs saborosas
Inebriando paladar.
É travesseiro de recordações
Perfumado por cabelos negros.
As mão ainda exalam
O aroma daquela pele.
E o coração é diamante forjado
No fogo desse amor.

Guilherme Diogo Rodrigues.

O Retrato

quarta-feira, 21 de julho de 2010
Portrait Of Dorian Gray. do site:
http://lecturesdelatercera.wikispaces.com/
Os traços alinhados em tela,
O óleo perfeito, pincelando
Olhos da primeira impressão,
Nessa imagem, tatuado.
Museu em obras de expressão,

Vendendo tudo pela mocidade,
Levando a vida de leviandade.
Enganando seu destino.
Estando sempre em desatino.
Trancando as marcas no retrato
Fez do tempo o seu contrato.


Guilherme Diogo Rodrigues.

(Poema baseado no livro: O retrato de Dorian Gray).


Musa.

terça-feira, 13 de julho de 2010
De perto, olhei seus olhos!
Os mais expressivos que já vi,
Olhei sua boca!
A curva dos seus lábios
Trazia o beijo escondido.
O desenho do seu rosto,
Mostrava o que sonhei.
Menina-mulher
De traços e génio forte.
Seus braços faziam um arco
Em torno de mim.
Abraçavam-me
E ao meu mundo.
O nosso mundo!
Onde pude ver
Onde pude sentir.
Onde pude amar
Onde pude vive-la.
E Ama-la só por existir.
Num simples instante
Deitado em seu peito.

Para Ericka Moraes.

Guilherme Diogo Rodrigues.
Por que esse sentimento me assusta tanto?
Aquele tão ansiado!
É frio na barriga, segredo gritado.
O sentimento de Bentinho,
Desejo nunca saciado
É contado baixinho
Nos ouvidos amados.
Das Julietas e dos Romeus
Vivendo dentro dos olhos teus.
Tempestade que bate e que afaga,
É aquele amor, o verdadeiro, por ti minha amada!


Para Ericka Moraes.



Guilherme Diogo Rodrigues.