
Sob o dilúvio do chuveiro
Água e lágrimas se confundem
Na arca das emoções
Tornam-se um só, fundem-se
Em nó, no escorrer de água salgada,
Derramada pelo olhar do herói
De faz de conta que vive.
De cima, o chuveiro observa,
Feito um anjo, contemplando
A beleza e a tristeza de um mortal
Em gotejar tão intenso.
Sem poder chorar,
O chuveiro desagua o lacrimar
....................[ que lhe cabe.
Lavando corpo e alma
Do herói em naufrágios interiores.
Guilherme Diogo Rodrigues.








