Algemados atrás do balcão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Poetas presos sem opção
algemados por um monstro,
quimeras de um emprego
Versos, estrofes e rimas
Vendidas a preço de custo
As custas de suas aspirações
e inspirações usurpadas.
Quem da mais por seus sonhos?
Quem da mais pela criação?
Quem da mais,
por este projeto de poeta?
Vendendo sorrisos amarelos.
Consumindo sua verve
Amarrando sua expressão.
E com tantos portanto são:
Versos ficados atrás do balcão.




Guilherme Diogo Rodrigues.

Foto de Vinicius Campos, retirada do site do Teatro Mágico.

3 comentários:

Erickinha disse...

Nossa...
é isso mesmo que acontece...

Quanto vale? Quem da mais?

Traduziu exaatamente tudo o que a maioria das pessoas passam em seus empregos...

beijos Gui

Rafaela disse...

*-*

É dificl ser um poeta, muitas vezes ele não tem o reconhecimento esperado e merecido que devia ter, sendo assim suas poesias e inspirações ficam escondidas, atras de um balcão.
O que poucas pessoas sabem é que ser um poeta naum tem preço,não achando assim, minimizam sua importância.

Espero que um dia todos tenham seu reconhecimento merecido. Vamos dar tempo ao tempo!

E não se esqueça Gui:
"Um dia você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais."
Palavras de William Shakespeare, mas que caem como uma luva!

Muito bom esse *-*
Parabééns!!

Mary disse...

Arrepiou esse... É desesperador mesmo ter seu intelecto vendido como mercadoria.

Ter sua paixao pela arte tarifada de acordo com o mercado e por vezes descartada por que nao satisfaz as espectativas de um publico desisteressado pela arte em si.


Maste demais esse.


;*

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